Entre 1970 e 1993, o Bundesnachrichtendienst (BND), serviço de inteligência externa da Alemanha Ocidental, dividiu com a CIA a propriedade secreta da Crypto AG. A empresa suíça era então a principal fornecedora mundial de máquinas de criptografia. Os equipamentos vendidos a governos de mais de cem países eram deliberadamente enfraquecidos para que os dois serviços pudessem ler as mensagens cifradas.¹ O Brasil estava entre os clientes.²
Os Estados Unidos raramente se apresentam como inocentes no terreno da espionagem, e poucos se surpreendem ao encontrá-los nesse papel. Com a Alemanha, a expectativa era outra. Parceiro comercial de longa data, grande investidor e sócio tecnológico do Brasil, o país cultivava uma reputação de seriedade e confiabilidade. O caso Crypto AG põe justamente essa reputação à prova.
A presença da CIA não dilui a responsabilidade alemã. Concentrar a atenção apenas em Washington deixaria em segundo plano o papel do BND e o da indústria alemã que ajudou a sustentar a operação. A Alemanha deve ser examinada por suas próprias decisões.
O que se sabe: a operação Rubikon
A história veio a público em 11 de fevereiro de 2020, numa investigação conjunta do Washington Post, da emissora alemã ZDF e da suíça SRF. A investigação se baseia em uma história interna da CIA, concluída em 2004, e em um relato paralelo do BND, de 2008. Nenhum dos dois serviços contestou a autenticidade dos documentos.¹
Segundo esse material, CIA e BND adquiriram a Crypto AG em junho de 1970, em partes iguais. A CIA chamava a empresa de “Minerva”. O BND batizou a operação primeiro de “Thesaurus” e depois de “Rubikon”.²
O controle da empresa permitia aos dois serviços:
decidir quais algoritmos cada cliente receberia;
definir quais modelos seriam vendidos a quais países;
preparar respostas para compradores desconfiados.
Os lucros eram divididos entre os dois serviços e reinvestidos em outras operações. Em 1992, um vendedor da empresa foi preso no Irã, e o risco de exposição cresceu. Em 1993, o BND vendeu sua parte à CIA, que manteve a operação até 2018.¹
Para a historiografia da inteligência, Rubikon foi uma das operações de interceptação de sinais mais longas e bem-sucedidas da Guerra Fria. Pesquisadores britânicos descrevem o resultado como uma hierarquia de segurança: máquinas robustas para os aliados do Norte, máquinas legíveis para os governos do Sul Global.³ O Brasil estava do lado errado dessa hierarquia.
O Brasil como cliente: antes, durante e depois
A relação brasileira com a Crypto AG é anterior à compra pelos serviços secretos e se estendeu muito além dela. Em fevereiro de 1955, o criptólogo americano William Friedman visitou a empresa. Seu relatório para a NSA já registrava que a Marinha brasileira havia comprado 60 máquinas CX-52 e que o Exército cogitava adquirir 500 ou mais.⁴
Em fevereiro de 1971, poucos meses depois da aquisição secreta, a Embaixada da Suíça encaminhou ao Itamaraty a documentação de importação de 80 máquinas CX-52 e sete teclados elétricos Hagelin B-621. O certificado foi assinado pelo chefe da Comissão Militar Brasileira. Os pesquisadores Vitelio Brustolin, Dennison de Oliveira e Alcides Peron localizaram esses documentos no Arquivo Nacional. Eles também identificaram pagamentos da Marinha à Crypto AG entre 2014 e dezembro de 2019.⁴ ⁵
O Brasil não foi, portanto, um comprador ocasional. Foi um cliente de décadas, cujas encomendas atravessaram integralmente o período de participação alemã.
A amizade declarada e os interesses comerciais
A importância do Brasil para a indústria alemã torna essa contradição especialmente grave. O acordo nuclear foi firmado em 27 de junho de 1975, quando o BND já participava da operação havia cinco anos. Uma publicação da Fundação Konrad Adenauer o descreve como o maior contrato de exportação da indústria alemã à época.⁶ O próprio tratado invocava as relações amistosas entre os dois países e a disposição de aprofundá-las.⁷ A confiança integrava expressamente o compromisso diplomático.
O contexto torna o quadro ainda mais grave:
O governo Geisel preferiu a Alemanha e sustentou firmemente o acordo contra forte pressão de Washington.
Filho de um imigrante de Herborn que lecionava na escola da comunidade luterana, Geisel cresceu num meio de língua e cultura alemãs. É legítimo perguntar se essa origem pesou na escolha da Alemanha como parceira nuclear. Os documentos não respondem: as razões oficiais foram a recusa americana em transferir tecnologia e a oferta alemã do ciclo completo, e a trajetória de Geisel foi a de um militar brasileiro. Mas a ironia permanece: o presidente que apostou na terra de seu pai para escapar da tutela americana governava um país cujas comunicações o serviço secreto dessa mesma terra lia em sociedade com a CIA. Mãe: Lydia Beckmann, nascida no Rio Grande do Sul, filha de imigrantes alemães.
Em 1977, o Brasil denunciou o acordo militar com os Estados Unidos.
Bonn apresentava-se como o parceiro que oferecia ao Brasil a autonomia tecnológica que os americanos recusavam.
Ao mesmo tempo, o BND dividia com a CIA o controle da empresa que cifrava parte das comunicações oficiais brasileiras.
O historiador Dennison de Oliveira levantou publicamente a pergunta que se impõe: as comunicações brasileiras eram lidas enquanto o acordo era negociado?⁵
Enquanto os governos formalizavam a amizade e a cooperação tecnológica, o serviço alemão participava do controle clandestino de uma empresa que comprometia o sigilo de seus compradores. Contratos estratégicos envolvem recursos públicos, obrigações financeiras e decisões de longo prazo. A integridade das informações usadas nessas negociações é parte da capacidade de um país defender seus interesses. A relevância comercial do Brasil não conteve a participação alemã. Ao contrário, torna ainda mais necessário investigar a quais interesses a operação serviu.
Siemens: tecnologia a serviço de quais interesses?
A conexão empresarial precisa ocupar o centro da análise. Segundo a pesquisadora Melina J. Dobson, a Siemens supriu lacunas de conhecimento criptológico do BND e contribuiu para sua capacidade operacional na Crypto AG.⁸ A empresa prestava assessoria técnica e comercial à operação. De acordo com a reportagem do Washington Post, servia também de fachada para explicar a origem de sistemas que, na realidade, eram desenvolvidos com participação da NSA.¹ ⁴
A mesma Siemens estava no centro do empreendimento nuclear brasileiro, por meio de sua controlada Kraftwerk Union (KWU).⁹ Uma única empresa alemã sentava, portanto, dos dois lados da mesa: o do contrato bilionário com o Brasil e o da estrutura que permitia ler as comunicações brasileiras.
A documentação disponível comprova essas conexões institucionais e empresariais. Ela ainda não mostra se as informações interceptadas chegaram às áreas comerciais da Siemens. Para reconstruir esse percurso, é preciso alcançar três registros:
os destinatários dos relatórios do BND;
os registros de circulação desses relatórios;
as decisões que possam ter sido influenciadas por eles.
A reputação industrial não dispensa uma empresa de responder pelo uso de sua capacidade tecnológica numa operação que enfraquecia deliberadamente a segurança vendida aos clientes.
Ditadura, Condor e o silêncio de quem lia
Há uma dimensão que nenhuma análise honesta do caso pode omitir. Entre 1970 e 1985, o Brasil era governado por uma ditadura militar. As comunicações expostas eram, em primeiro lugar, as do próprio regime: Itamaraty, Forças Armadas e órgãos de informação.
Documentos da CIA de 1977, tornados públicos pelo National Security Archive, vão além. Eles registram que a Operação Condor, a rede de cooperação repressiva entre as ditaduras do Cone Sul, usava como sistema de cifra uma máquina suíça CX-52. Quem a forneceu aos países-membros foi o Brasil. Em 1976, o governo brasileiro também se comprometera a fornecer equipamentos para a rede de comunicações do grupo, chamada Condortel.² ¹⁰ Sem saber, o regime brasileiro distribuiu aos vizinhos as máquinas que permitiam a Washington e a Pullach acompanhar a coordenação de sequestros, torturas e assassinatos.
A Alemanha nunca esclareceu o que o BND soube por essa via. Em 2020, parlamentares do Bundestag perguntaram ao governo federal o que o serviço havia apurado sobre os crimes das ditaduras argentina e chilena, inclusive sobre vítimas alemãs como Elisabeth Käsemann e Klaus Zieschank. O governo recusou-se a responder publicamente, invocando o bem do Estado (Staatswohl), e classificou parte das respostas como sigilosas.¹¹ Sobre o Brasil, nenhuma pergunta parlamentar específica foi feita até hoje.
A traição, portanto, é dupla. Atingiu a soberania de um Estado que acreditava proteger seus segredos. E pode ter atingido também as vítimas da repressão, cujo destino talvez fosse conhecido por quem lia as mensagens e preferiu calar. Isso não absolve a ditadura brasileira. Mostra apenas que o sigilo comprometido não pertencia a uma abstração, mas a decisões que custaram vidas.
A década perdida: quem pagou a conta
O período da participação alemã coincidiu com os anos mais duros da história econômica recente do Brasil. A dívida externa explodiu e o país recorreu ao FMI. Em 1987, decretou moratória. Até o início dos anos 1990, o descontrole inflacionário corroeu a renda dos brasileiros.¹² No Nordeste, a seca de 1979 a 1983 deixou milhões de pessoas sem meios de subsistência, numa região onde a assistência do Estado já era precária.¹³
Nesse mesmo período, a Alemanha lucrava com o Brasil em duas frentes:
O acordo nuclear. Foi um contrato bilionário para a indústria alemã, financiado em boa parte com crédito externo, inclusive alemão, e pago pelo Brasil com juros sobre juros. Das oito usinas previstas, apenas uma entrou em operação, em 2000. O processo de enriquecimento de urânio vendido ao Brasil jamais funcionou em escala industrial.
A Crypto AG. O Brasil pagava em divisas por máquinas de criptografia que o próprio vendedor havia manipulado. Os lucros eram repartidos entre a CIA e o BND, que os usavam para financiar outras operações secretas.¹ ⁴
O retrato que emerge é o de um parceiro que vendia ao Brasil a tecnologia nuclear que fracassou e a segurança que não existia. Esse mesmo parceiro tinha acesso às comunicações de um país do qual era credor, fornecedor e sócio. Enquanto famílias nordestinas perdiam suas lavouras e os salários evaporavam com a inflação, recursos públicos brasileiros alimentavam a indústria e o serviço secreto alemães. Muitos desses recursos haviam sido tomados emprestados dos países ricos.
Os documentos tornados públicos ainda não mostram como o BND usou o que leu. Mas os indícios formam um quadro coerente: interesse econômico expressivo, acesso privilegiado às comunicações e lucro direto com a venda das máquinas. Diante desse quadro, a pergunta não é se a Alemanha tirou vantagem do Brasil. Ela tirou, e ganhou com isso. A pergunta é quanta vantagem adicional obteve com aquilo que sabia. Cabe a Berlim abrir os arquivos que podem respondê-la.
Seis anos depois, nada foi esclarecido
As revelações de 2020 não produziram respostas. Os 23 anos de participação do BND estão documentados, mas o essencial continua desconhecido: quais comunicações brasileiras foram lidas, por quanto tempo, por quem e com que consequências.
Não foi por falta de perguntas. Quando o Bundestag quis saber, em 2020, o que o BND havia apurado sobre as ditaduras da Argentina e do Chile, o governo alemão recusou-se a responder publicamente. Alegou que a divulgação prejudicaria o bem do Estado, classificou parte das respostas como sigilosas e informou que os arquivos do serviço não estão digitalizados, de modo que examiná-los exigiria um esforço que não poderia ser feito no prazo.¹¹ Na prática, Berlim decidiu que a confiança de seus parceiros de espionagem pesa mais do que o direito de suas vítimas de saber.
No Brasil, o silêncio é de outra natureza. Procurada pela imprensa em 2020, a Marinha declarou desconhecer oficialmente qualquer alegação de comprometimento dos equipamentos que vinha comprando da Crypto AG.⁵ Não se tem notícia de que o governo brasileiro tenha pedido explicações formais à Alemanha. Também não se conhece uma investigação do Congresso sobre o caso.
O jornalista Elio Gaspari relatou que técnicos brasileiros desconfiaram das máquinas e que equipamentos foram desativados depois de 1978.¹⁴ É uma pista importante, mas que nenhum órgão oficial confirmou ou detalhou. Ela contrasta com a importação de 80 máquinas pelo Itamaraty em 1971 e com as compras da Marinha até 2019.
As perguntas continuam sem resposta:
Quais comunicações brasileiras ficaram expostas, e durante quanto tempo?
Quais informações foram efetivamente obtidas?
Quem recebeu os relatórios do BND sobre o Brasil, em que ministérios e com que finalidade?
Essas informações circularam para empresas alemãs?
O que o BND soube sobre a participação brasileira na Operação Condor?
Os instrumentos para obter as respostas existem e nunca foram usados a fundo. No Brasil, pedidos com base na Lei de Acesso à Informação ao Itamaraty, às Forças Armadas e ao Arquivo Nacional, e requerimentos de informação no Congresso. Na Alemanha, uma pergunta parlamentar (Kleine Anfrage) específica sobre o Brasil, nos moldes da que foi feita sobre Argentina e Chile.
Passados seis anos, a falta de esclarecimento já não pode ser atribuída ao tempo ou à complexidade dos arquivos. É uma escolha: de Berlim, que se recusa a abrir o que guarda, e de Brasília, que não exige que o faça.
A confiança traída exige responsabilidade
O caso Crypto AG confronta a imagem de um parceiro confiável com decisões clandestinas tomadas por instituições desse mesmo parceiro. Relações comerciais duradouras, investimentos e cooperação tecnológica não tornam aceitável a participação em uma estrutura destinada a comprometer o sigilo dos compradores. Os benefícios econômicos de uma relação bilateral tampouco extinguem a responsabilidade por práticas que violam a confiança que a sustenta.
A Alemanha lucrou com o Brasil como vendedora, como credora e como espiã. A apuração deve alcançar tanto as responsabilidades estatais quanto as empresariais: quem obteve as informações, quem teve acesso a elas, como foram utilizadas e quais vantagens políticas ou comerciais produziram.
Para o Brasil, o esclarecimento também exige olhar para si mesmo: os equipamentos adquiridos, os alertas recebidos e as providências adotadas. Suspeitas públicas sobre a Crypto AG circulavam desde a prisão de seu vendedor no Irã, em 1992, e das reportagens dos anos 1990. Ainda assim, a Marinha seguiu comprando da empresa até 2019.⁵
O Brasil tinha o direito de proteger suas comunicações e de exigir integridade nas relações comerciais e diplomáticas. A importância econômica que representava para a Alemanha torna a quebra de confiança ainda mais grave. A confiança traída exige esclarecimento, mesmo quando a dimensão completa dos danos ainda não foi estabelecida.
Notas e fontes
MILLER, Greg. The intelligence coup of the century: for decades, the CIA read the encrypted communications of allies and adversaries. The Washington Post, 11 fev. 2020. Investigação em parceria com ZDF e SRF, baseada na história interna da CIA (2004) e no relato do BND (2008).
NATIONAL SECURITY ARCHIVE. The CIA’s “Minerva” Secret. Electronic Briefing Book, 11 fev. 2020. Documenta a aquisição da Crypto AG por CIA e BND em 1970, a saída alemã em 1993, a manipulação dos equipamentos, a presença do Brasil entre os clientes e o uso de máquinas da Crypto AG pelos países da Operação Condor.
ALDRICH, Richard J.; MÜLLER, Peter F.; RIDD, David; SCHMIDT-EENBOOM, Erich. Operation Rubicon: sixty years of German-American success in signals intelligence. Intelligence and National Security, v. 35, n. 5, p. 603–607, 2020. DOI: 10.1080/02684527.2020.1774849. Ver também DOBSON, Melina; DYMYDIUK, Jason; MAINWARING, Sarah. Operation Rubicon: the most successful intelligence heist of the 20th Century. University of Warwick, Knowledge Centre.
BRUSTOLIN, Vitelio; OLIVEIRA, Dennison de; PERON, Alcides Eduardo dos Reis. Exploring the relationship between Crypto AG and the CIA in the use of rigged encryption machines for espionage in Brazil. Cambridge Review of International Affairs, 2020. DOI: 10.1080/09557571.2020.1842328. Inclui o relatório da NSA de 1955 (visita de William Friedman), o certificado de importação de 1971 (Arquivo Nacional) e os registros do Portal da Transparência (2014–2019). Os autores registram que o BND tendia a ver a Crypto AG sobretudo como fonte de receita para financiar outras operações sigilosas.
DUCHIADE, André. Reportagem sobre as compras de equipamentos da Crypto AG pelo Itamaraty, Exército e Marinha. O Globo, nov. 2020 (republicada por Defesa Aérea & Naval). Contém a declaração de Dennison de Oliveira sobre o acordo nuclear de 1975.
FUNDAÇÃO KONRAD ADENAUER. Brasil e Alemanha: seis décadas de intensa parceria. O texto caracteriza o acordo nuclear como o maior contrato de exportação da indústria alemã à época. A classificação se refere à dimensão contratual, não ao faturamento efetivamente realizado.
BRASIL. Decreto Legislativo nº 85, de 20 de outubro de 1975. Aprova o Acordo sobre Cooperação no Campo dos Usos Pacíficos da Energia Nuclear, firmado em Bonn em 27 de junho de 1975. Ver o preâmbulo.
DOBSON, Melina J. Operation Rubicon: Germany as an intelligence “Great Power”? Intelligence and National Security, v. 35, n. 5, p. 608–622, 2020. DOI: 10.1080/02684527.2020.1774852. Ver especialmente a seção Marriage and Divorce.
TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. Decisão nº 805/2001 – Plenário, sobre a participação da KWU/Siemens na estrutura industrial do programa nuclear.
NATIONAL SECURITY ARCHIVE. CIA cable “Communications System Employed by the Condor Organization”, 1º fev. 1977; CIA report “Counterterrorism in the Southern Cone”, 9 maio 1977. Ver também MILLER, Greg; MUELLER, Peter. Compromised encryption machines gave CIA window into major human rights abuses in South America. The Washington Post, fev. 2020.
DEUTSCHER BUNDESTAG. Drucksache 19/20992, 13 jul. 2020. Resposta do governo federal à Kleine Anfrage 19/19970 (Bundesnachrichtendienst, „Operation Rubikon” und die Militärdiktaturen in Chile und Argentinien).
BRASIL. Nota Informativa: comparação entre as décadas de 1980 e 2010. 28 fev. 2019. Ver também BANCO CENTRAL DO BRASIL. Dívida externa brasileira, 2ª ed. revista e ampliada.
CAMPOS, N. A. A grande seca de 1979 a 1983: um estudo de caso. Teoria & Pesquisa, 2004. Ver também o histórico da Secretaria dos Recursos Hídricos do Ceará.
GASPARI, Elio. Técnicos brasileiros desconfiaram das máquinas de criptografia suíças. Folha de S.Paulo, 16 fev. 2020. O relato não constitui inventário completo dos órgãos brasileiros que usaram produtos da Crypto AG.











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