A participação de brasileiros e de integrantes das comunidades de origem alemã estabelecidas no Brasil no projeto nazista ultrapassou a filiação partidária e o serviço militar. Incluiu propaganda, circulação de recursos, apoio logístico, migração para o Reich, incorporação ao trabalho e à guerra e, em casos comprovados, colaboração no extermínio. Compreender esse conjunto exige acompanhar uma história que começa antes de Hitler e prossegue depois da derrota alemã.

O movimento migratório é central. Méri Frotscher registra 8.384 entradas de cidadãos classificados como reichsdeutsche provenientes do Brasil entre 1937 e o início da guerra: 692 em 1937, 2.536 em 1938 e 5.156 em 1939. A categoria empregada pela estatística alemã não equivale a “brasileiros natos”, mas documenta uma transferência expressiva de pessoas vinculadas ao Brasil para a Alemanha nacional-socialista. O número impede que o fenômeno seja reduzido a algumas biografias excepcionais.[1]

Para entender essa mobilização, é preciso recuar ao Deutschtum: a ideia de pertencimento alemão sustentada por língua, cultura, ascendência e instituições, inclusive fora das fronteiras da Alemanha. Durante o século XIX e o período imperial, setores interessados na expansão da influência alemã viam os emigrantes no Sul do Brasil como possíveis promotores de comércio, prestígio e poder. Escolas, igrejas, associações e imprensa podiam preservar a cultura e, simultaneamente, constituir canais de mobilização política transnacional.[2]

Esse ambiente alimentou representações do Sul brasileiro como espaço de projeção alemã, por vezes imaginado como uma “nova Alemanha”. Sua existência não comprova um plano estatal único e contínuo de anexação do território brasileiro. O dado historicamente relevante é a tentativa de transformar comunidades estabelecidas em outro país em sustentação de interesses nacionais alemães. Depois da Primeira Guerra Mundial, discursos de unidade e de vitimização dos alemães no exterior continuaram circulando e foram reformulados por diferentes atores.[2][3]

O nazismo encontrou, portanto, vínculos anteriores que podia apropriar e radicalizar. Sua intervenção consistiu em associar o pertencimento alemão à lealdade ao Führer e à comunidade nacional definida racialmente. O salto político ocorria quando preservar a língua ou a origem familiar passava a significar defender o Estado nazista e seus objetivos.

No Brasil, essa organização começou antes de janeiro de 1933. Stefan Rinke identifica a fundação de um grupo local nazista em Timbó, Santa Catarina, em abril de 1928. Posteriormente surgiram núcleos em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Blumenau. A pesquisa de Ana Maria Dietrich situa a seção brasileira numa rede internacional subordinada à Auslandsorganisation do NSDAP, com aproximadamente 2.900 integrantes e presença em 17 estados.[3][4]

A filiação formal destinava-se aos alemães residentes no exterior, o que torna incorreto chamar indistintamente esses filiados de brasileiros. Ao mesmo tempo, contar somente as fichas partidárias subestima a circulação da propaganda e a capacidade de influência sobre familiares, associações e públicos não filiados. Uma organização política pode produzir efeitos muito além de seu quadro de membros.[4][5]

A mobilização alcançava a esfera econômica. Em entrevista à Pesquisa FAPESP, Dietrich descreve operações de Otto Braun, residente no Brasil desde 1924, envolvendo transações cambiais proibidas e remessas de recursos através do Banco Alemão Transatlântico e de bancos suíços, com destino à Alemanha. A identificação desse circuito decorre de sua pesquisa documental, incluindo informações prestadas após a prisão de Braun em 1942. Nesse caso, a colaboração se materializava em recursos e operações financeiras.[5]

Outra frente era o apoio logístico à espionagem. O historiador Alexandre Fortes identificou documentação policial sobre a participação de Otto Ernst Meyer, fundador da Varig, na instalação de um rádio num navio alemão retido no Brasil. Segundo sua análise, a iniciativa envolveu apoio operacional da companhia e uma determinação proveniente da Alemanha. O episódio situa empresas e dirigentes na história da colaboração em território brasileiro; não autoriza atribuir o mesmo envolvimento a todos os empregados.[6]

Também houve difusão brasileira do antissemitismo. Gustavo Barroso, intelectual e dirigente integralista nascido em Fortaleza, publicou em 1936 uma tradução dos Protocolos dos Sábios de Sião, falsificação sobre uma suposta conspiração judaica mundial. O Museu do Holocausto de Curitiba o identifica entre os integralistas simpatizantes do nazismo. Sua atuação contribuiu para conferir circulação e legitimidade a ideias que apresentavam os judeus como inimigos coletivos.[7]

Integralismo e nazismo não eram organizações idênticas: divergiam sobre nacionalismo, assimilação e outros aspectos. Essa diferença não apaga as convergências antissemitas nem a responsabilidade de seus divulgadores. No caso de Barroso, o vínculo demonstrado é ideológico e propagandístico, não uma subordinação operacional comprovada a Berlim.[3][7]

Foi nesse ambiente que milhares de pessoas deixaram o Brasil para viver na Alemanha nazista. A apresentação editorial do livro de Frotscher, “Retorno à pátria alemã”, explicita que a ascensão nacional-socialista provocou euforia entre muitos emigrantes alemães e levou parte deles a regressar para participar da construção do Terceiro Reich. Enquanto judeus e opositores procuravam escapar, outros enxergavam no regime um futuro desejável.[8]

As decisões reuniam motivações políticas, expectativas de emprego, relações familiares e reações à nacionalização promovida pelo Estado Novo. A presença de fatores econômicos não elimina a adesão ideológica. Da mesma forma, a repressão brasileira às instituições e línguas de imigração ajuda a explicar decisões de saída, mas não transforma automaticamente a escolha da Alemanha de Hitler em um ato politicamente neutro.[8][9]

Os documentos examinados por Frotscher permitem observar como os candidatos se apresentavam: mencionavam sacrifícios pela germanidade, renovado orgulho nacional e disposição de contribuir para o regime. A resenha acadêmica de Vinícius Liebel destaca também o entusiasmo com vitórias militares registrado em uma trajetória estudada. A narrativa de pessoas apenas surpreendidas e aprisionadas pelos acontecimentos não dá conta dessa dimensão ativa do movimento.[9]

A expressão Heim ins Reich condensava parte dessa atração. Traduzida como “de volta ao Reich”, vinculava o deslocamento à pertença nacional e ao Estado de Hitler. Frotscher encontrou sua apropriação em cartas e entrevistas de retornados do Brasil. Para filhos nascidos em território brasileiro, a palavra “retorno” podia designar a ida a um país no qual nunca haviam vivido: tratava-se de uma pátria reivindicada pela ascendência.[10][11]

Um dos entrevistados, identificado na pesquisa pelo pseudônimo Ernst Eders, relatou ter partido de Santa Catarina em 1939 com outros dezessete jovens para a Alemanha. O estudo associa sua decisão às impressões favoráveis transmitidas por um conhecido e descreve sua passagem pelo serviço de trabalho e pelo Exército. Esse testemunho documenta uma disposição de partir e servir, anterior à experiência posterior de derrota e cativeiro.[10]

O acolhimento dos retornados integrava o funcionamento do Estado nazista. Criado em 1934, o Rückwandereramt examinava antecedentes e articulava verificações com a Gestapo e a organização partidária no exterior. A classificação política condicionava o encaminhamento profissional, inclusive para estabelecimentos importantes aos preparativos de guerra. Frotscher documenta a utilização prevista dessa força de trabalho na economia, na indústria de armamentos e nas forças armadas.[1]

Essa documentação sustenta a interpretação da migração como uma contribuição ao Reich também fora dos campos de batalha. A chegada de pessoas consideradas desejáveis podia fornecer trabalhadores, soldados e famílias à comunidade nacional projetada pelo regime. Onde havia disposição consciente de participar dessa construção, existia adesão política; onde havia incorporação produtiva, existia contribuição material. A ausência de participação pessoal num fuzilamento não torna irrelevantes essas outras formas de sustentação.

É necessário situar esse processo no tempo. Entre 1937 e 1939, a perseguição racial já era pública: as Leis de Nuremberg haviam retirado direitos dos judeus em 1935, e os pogroms de novembro de 1938 expuseram uma escalada de violência. Não se pode atribuir retrospectivamente a todos os migrantes conhecimento do extermínio que se intensificaria durante a guerra. Tampouco se pode descrever a Alemanha escolhida por muitos deles como um país cujo caráter persecutório ainda não se manifestara.[12]

A relação entre população, território e violência tornou-se ainda mais explícita com a expansão militar. Em outubro de 1939, Hitler atribuiu a Himmler a função de comissário para o fortalecimento da germanidade. Os órgãos sob seu comando passaram a organizar reassentamentos e a decidir quais populações seriam removidas ou aniquiladas para abrir espaço a colonos alemães. Bens tomados de judeus assassinados também foram utilizados para equipar comunidades reassentadas.[13]

Povoar o império e perseguir ou destruir populações não eram processos independentes dentro desse projeto. A expansão territorial nazista articulava conquista, expropriação, seleção racial e colonização. Esse contexto permite compreender por que a mobilização de pessoas consideradas alemãs tinha valor estratégico para o regime.[13]

Há, entretanto, duas operações históricas que não devem ser confundidas. Frotscher esclarece que a saída do Brasil não foi coordenada nos mesmos moldes dos grandes deslocamentos oficiais de populações do Tirol e do Leste Europeu, embora os próprios migrantes utilizassem o lema Heim ins Reich. A contribuição demográfica e econômica ao Reich está documentada; afirmar que todo o contingente proveniente do Brasil foi assentado em propriedades tomadas de vítimas exige provas que as fontes aqui reunidas não oferecem.[11]

O vínculo com o regime podia assumir também forma cultural e propagandística. Julius Schmischke, artista alemão que viveu em Porto Alegre e se filiou ao NSDAP local em 1934, regressou à Alemanha e procurou inserir-se no campo artístico do Terceiro Reich. Sua trajetória, examinada por Frotscher, envolve produção artística, propaganda, contatos institucionais e posterior participação armada na defesa de Königsberg. É um exemplo de colaboração de um antigo residente no Brasil, não de um brasileiro nato.[9]

O serviço militar de brasileiros de ascendência alemã apresenta outras trajetórias. Egon Albrecht, nascido em Curitiba em 1918, filho de Frederico Albrecht e Hedwig Elditt Albrecht, tornou-se piloto da Luftwaffe, exerceu funções de comando e recebeu a Cruz de Cavaleiro da Cruz de Ferro em 1943. Morreu em combate na França em agosto de 1944. Seu serviço à guerra alemã está documentado; as fontes biográficas consultadas não demonstram sua participação pessoal em massacres.[14]

A pesquisa de Dennison de Oliveira, apresentada em reportagem de Ligia Martoni, reuniu seis histórias de brasileiros incorporados às forças do Eixo. Entre elas está Norberto Toedter, cuja família foi enviada à Alemanha depois de uma acusação de espionagem contra o pai. O estudo também aborda jovens que chegaram por decisões familiares e depois foram recrutados. As circunstâncias de ingresso precisam ser reconstruídas em cada trajetória.

Paul Heinrich, irmão de Gerd Emil Brunckhorst, foi à Alemanha em 1938 para tratamento médico, ficou retido pela guerra e foi recrutado em 1943. Segundo o relato familiar publicado pela Deutsche Welle, trabalhou numa fábrica de munições e seguiu para a Frente Oriental, de onde não retornou. Gerd serviu na FEB, na Itália. A origem familiar compartilhada não produziu uma única trajetória política ou militar.[16]

Oliveira também identificou, nas memórias de entrevistados, recusas em reconhecer a responsabilidade alemã pela guerra e negações da perseguição aos judeus. O relato posterior de uma incorporação involuntária não pode ser aceito como explicação suficiente para toda a experiência individual. É necessário confrontar memória, documentos e atos efetivamente praticados.[15]

Com Pery Broad, chega-se à participação judicialmente comprovada no extermínio. Nascido no Rio de Janeiro em 25 de abril de 1921, era filho do comerciante brasileiro Napoleão Goulart Broad e da alemã Joanna Mary Broad. Mudou-se ainda criança para a Alemanha com a mãe. Os nomes dos pais e outros dados familiares foram pesquisados por Rostand Medeiros em fontes da imprensa e registros comerciais brasileiros.[17]

Broad ingressou na Juventude Hitlerista e apresentou-se voluntariamente à Waffen-SS. Chegou a Auschwitz em abril de 1942, inicialmente como guarda, e passou, a seu pedido, ao Departamento Político, responsável por investigações e interrogatórios. A fundamentação do julgamento reconheceu sua nacionalidade brasileira e registrou que ele não havia sido convocado para a Wehrmacht.[18][19]

O tribunal de Frankfurt considerou comprovada sua colaboração em duas operações na rampa de chegada, seguidas do assassinato de pelo menos mil pessoas em cada ocasião. Reconheceu também sua participação em duas operações de retirada de prisioneiros das celas, seguidas de fuzilamentos, com pelo menos dez mortos em cada uma. Nesses fuzilamentos, não se demonstrou que Broad tivesse disparado pessoalmente. Sua responsabilidade foi estabelecida pela colaboração com os assassinatos.[19]

Em 1965, Broad recebeu uma pena conjunta de quatro anos de prisão. Foi libertado em fevereiro de 1966, depois de computado o período de prisão preventiva. A colaboração que prestara aos britânicos após a guerra, incluindo o chamado Relatório Broad sobre Auschwitz, tornou-se uma fonte sobre os crimes, mas não apagou sua participação neles.[18] auschwitz-prozess-frankfurt.de A derrota de 1945 abriu outro capítulo. Entre 1946 e 1949, a Missão Militar Brasileira organizou repatriações da Alemanha ocupada. Frotscher documenta famílias de nacionalidade mista e casos nos quais a cidadania brasileira dos filhos sustentava pedidos de retorno de todo o grupo familiar. Também examina verificações de vínculos nazistas e o progressivo afrouxamento das restrições à saída.[11]

Em seu estudo de história oral, a historiadora analisa o uso situacional das identidades: pessoas podiam enfatizar o pertencimento alemão em determinada circunstância e a cidadania brasileira quando precisavam de proteção ou repatriação. Isso não torna ilegítimo o direito à nacionalidade, mas revela por que as narrativas do pós-guerra precisam ser examinadas junto às escolhas anteriores.[10]

A história posterior inclui ainda redes de proteção a fugitivos nazistas no Brasil. Josef Mengele não era brasileiro de ascendência alemã, e sua fuga não pertence ao movimento migratório anterior à guerra. Contudo, sua permanência no país dependeu de relações de apoio. Documentação divulgada pelos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos registra o papel do casal Bossert na reconstrução de seus últimos anos e na revelação, em 1985, do local onde fora sepultado após morrer em 1979.[20]

O pós-guerra não pode ser tratado como simples desaparecimento das lealdades anteriores. Houve retorno, reinserção social, seleção do que seria lembrado e ocultação de responsabilidades. Investigar esses processos permite compreender como histórias de entusiasmo e colaboração puderam ser substituídas, em certas memórias, por narrativas centradas exclusivamente no sofrimento alemão. O quadro histórico reúne, assim, ações de alcance distinto, mas conectadas: a preservação politizada do Deutschtum; a organização nazista; a propaganda e os recursos enviados ao Reich; a saída de milhares de residentes do Brasil; sua incorporação ao trabalho e à guerra; os crimes de indivíduos como Broad; e as disputas de memória e proteção posteriores a 1945. A colaboração indireta integra essa história porque um regime de conquista e extermínio depende de pessoas, recursos e legitimidade social para funcionar. Reconhecer essa participação não exige declarar nazistas todos os descendentes de alemães. Exige abandonar a ideia de que a história se resume aos poucos que foram julgados. A responsabilidade criminal individual tem seus critérios; a investigação histórica alcança também as decisões e estruturas que sustentaram o regime. Entre o entusiasmo pela Alemanha de Hitler e a participação nos assassinatos existiram muitas formas de colaboração — e cada uma delas precisa permanecer visível.


Notas e referências

  1. FROTSCHER, Méri. “Als Nationalsozialist tat ich jederzeit unter schwersten persönlichen Opfern meine Pflicht”: autobiographische Erzählung eines Rückwanderers aus Brasilien im institutionellen Kontext. BIOS, v. 26, n. 1, p. 129–143, 2013. Estatística de 8.384: p. 132; controle político e inserção laboral: p. 130–131. A autora remete ao Statistisches Jahrbuch für das Deutsche Reich, 1943, p. 94. Texto integral.
  2. SCHULZE, Frederik. ‘Auslandsdeutschtum’ in Brazil (1919–1941): Global Discourses and Local Histories. German History, v. 33, n. 3, p. 405–422, 2015. Consultado o resumo acadêmico, relativo à projeção colonial, às instituições e às transformações do discurso de germanidade. Referência e resumo.
  3. RINKE, Stefan. Alemanha e Brasil, 1870–1945: uma relação entre espaços. História, Ciências, Saúde — Manguinhos, v. 21, n. 1, 2014. Artigo.
  4. DIETRICH, Ana Maria. Nazismo tropical? O partido Nazista no Brasil. Tese (Doutorado em História Social) — Universidade de São Paulo, 2007. Consultados a ficha e o resumo da tese para estrutura e dimensão da organização. Repositório da USP.
  5. PESQUISA FAPESP. Entre a feijoada e o chucrute. Reportagem sobre a pesquisa de Ana Maria Dietrich, com informações sobre filiação, organização, relações políticas e operações financeiras. Reportagem.
  6. BRASIL DE FATO. Na Segunda Guerra Mundial, a Varig ajudou o Partido Nazista a espionar o Brasil. 7 maio 2018. Entrevista com o historiador Alexandre Fortes sobre documentação policial; as conclusões sobre Meyer e o rádio são atribuídas à sua investigação. Entrevista.
  7. MUSEU DO HOLOCAUSTO DE CURITIBA. O Brasil diante da ascensão do nazismo: resistência e normalização. Exposição virtual. Texto.
  8. FROTSCHER, Méri. “Retorno à pátria alemã”: migrações de retorno do Brasil para a Alemanha sob o nazismo (1938–1939). Passo Fundo: Acervus, 2024. ISBN 978-65-81266-70-7. Consultada a apresentação editorial, não a íntegra do livro; a passagem sobre euforia e participação na construção do Reich consta dessa apresentação. Página da editora.
  9. LIEBEL, Vinícius. Lá e de volta outra vez: a migração de retorno do Brasil para a Alemanha durante o Terceiro Reich. História, v. 45, 2026. Resenha do livro de Frotscher. Fonte para a apresentação das narrativas dos retornados e do caso Schmischke. Resenha.
  10. FROTSCHER, Méri. Língua, memória e identidade. Considerações metodológicas sobre histórias de vida de migrantes bilíngues. História Oral, v. 14, n. 1, p. 97–122, 2011. Especialmente p. 104–109: identidade, relato de Ernst Eders e apropriação de Heim ins Reich. Texto integral.
  11. FROTSCHER, Méri. De “alemães no exterior” a brasileiros? A repatriação de cidadãos brasileiros da Alemanha ocupada (1946–1949). História Unisinos, v. 17, n. 2, p. 81–96, 2013. Especialmente p. 84, 88–93. Texto integral.
  12. UNITED STATES HOLOCAUST MEMORIAL MUSEUM. German Jewish Refugees, 1933–1939; The Holocaust and World War II: Key Dates. Holocaust Encyclopedia. Refugiados e perseguição; cronologia.
  13. UNITED STATES HOLOCAUST MEMORIAL MUSEUM. Heinrich Himmler. Holocaust Encyclopedia. Seção sobre expansão de sua autoridade durante a guerra: reassentamento, expulsão, aniquilação e distribuição de bens das vítimas. Texto.
  14. Egon Albrecht-Lemke. Wikipédia, edição em inglês. Síntese biográfica utilizada para nascimento, filiação e carreira militar. O verbete remete a bibliografia especializada não consultada diretamente; não foi utilizado para imputar crimes contra civis. Verbete e referências.
  15. MARTONI, Ligia. Os brasileiros que lutaram ao lado de Hitler. Tribuna do Paraná, 9 nov. 2007. Reportagem sobre a pesquisa de Dennison de Oliveira. A acusação contra o pai de Toedter é aqui tratada como acusação, não como condenação comprovada. Reportagem.
  16. GOMES, Karina. Irmãos brasileiros em lados opostos na Segunda Guerra. Deutsche Welle, 6 maio 2015. Depoimento de Gerd Emil Brunckhorst; os dados sobre Paul Heinrich são apresentados como relato familiar. Reportagem.
  17. MEDEIROS, Rostand. Um algoz brasileiro em Auschwitz. TOK de História, 3 maio 2014. Texto na página temática indicada. Dados familiares conhecidos por intermédio do autor, que cita jornais e registros comerciais brasileiros; esses originais não foram consultados diretamente. Página que reúne o artigo.
  18. AUSCHWITZ-PROZESS FRANKFURT. Pery Broad. Perfil do acusado e trajetória no processo. Perfil.
  19. FRITZ BAUER INSTITUT. Urteilsbegründung, Teil 2. In: Tonbandmitschnitt des 1. Frankfurter Auschwitz-Prozesses (1963–1965). Transcrição da fundamentação oral da sentença, seção relativa a Broad. Fonte primária para nacionalidade, atos comprovados e pena. Transcrição.
  20. UNITED STATES NATIONAL ARCHIVES. Records of the Central Intelligence Agency (RG 263). Seção Josef Mengele. A documentação registra o casal Bossert e a investigação de 1985. Documento.